domingo, 29 de outubro de 2017

Era uma vez uma bruxa


Conta-me uma história do Halloween da tua boca...

Era uma vez uma bruxa que queria ser a rainha das bruxas.
Numa noite, decidiu fazer uma sopa enfeitiçada para dar às meninas da aldeia mais próxima.
"Um pelo de gato, um olho de elefante, ..."
Buum! Uma grande explosão.
"Está pronta!"
Encheu alguns frascos com a sua sopa e mascarou-se de vendedora de sopas.
Quando chegou à aldeia, começou a bater de porta em porta e conseguiu que quatro meninas comprassem a sua sopa.
Quando bateu a mais uma porta e viu uma linda menina, chamada Rita, pensou para si mesma que seria a última pois já teria conseguido cinco criadas.
Rita, bondosa como era, comprou a sopa, mesmo sabendo que o seu pai, o melhor caçador da aldeia, não iria jantar a casa nessa noite.
A bruxa malvada, contente por ter conseguido vender as sopas enfeitiçadas, voltou para a sua velha casa.
Quando chegou a hora de jantar, Rita aqueceu a sua sopa e começou a comer, pensando "Hum... Não sabe lá muito bem mas, como foi feita por aquela senhora simpática, deve ser boa na mesma.". Mas não era... Começou a ficar tonta e caiu no chão.
Depois disso, não se lembra de mais nada mas, ela e as outras quatro raparigas que também comeram as sopas nas suas casas, levantaram-se de olhos fechados, como se estivessem hipnotizadas, e foram em direção à casa da bruxa, pela escuridão da noite.
A bruxa, estando já à sua espera de porta aberta, começou a rir às gargalhadas pois com cinco criadas, passaria a ser a bruxa mais respeitada daquela região.
Na aldeia, o pai de Rita, ao amanhecer, chegou a casa e viu a cadeira caída, o prato de sopa por lavar e tudo desarrumado.
"A minha filha Rita nunca deixaria isto tudo assim! Algo de muito mau se passou!"
Como era um bom calador, viu em frente à sua porta as pegadas da sua filha e também da bruxa, reconhecendo a forma da sua bota pontiaguda.
"Ah! Foi a bruxa malvada! Irei atrás dela!"
E assim fez. Chegando a casa da bruxa, antes de entrar, espreitou pela janela e lá estavam as cinco criadas, contando com a sua filha Rita. Trabalhavam em tudo enquanto a velha bruxa permanecia deitada a dar ordens e mais ordens.
Decidiu então bater à porta e uma das criadas abriu. Com muita pressa, o caçador entrou e a bruxa chamou "Vassoura!" e a sua vassoura apareceu a voar e logo de seguida desapareceram as duas pela porta, sem olhar para trás mas rindo às gargalhadas enquanto dizia "Voltarei para me vingar de ti e da tua filha, horrível caçador!"
O caçador acompanhou as cinco meninas até à feiticeira boa da aldeia, que lhes deu uma poção para quebrar o feitiço da sopa.
Rita voltou ao normal, não se lembrando de nada, assim como as outras meninas.
Nessa altura, ninguém mais viu a bruxa malvada.

Mais uma...

Era uma segunda vez...

Boas histórias!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Ser jovem é...


Aqui fica a opinião de algumas pessoas que ainda não chegaram a idade em que se chamam de Jovens, sobre o que é ser Jovem, numa conversa tipo "chuva de ideias":

- Oh, é uma seca... Temos que limpar, andar de carro, começar a arranjar trabalho, temos que arranjar tudo!
- É uma coisa que... hum... não sei!
- Vamos ter que ajudar as nossas irmãs mais pequenas e as nossas mães.
- Vamos ter que arrumar a casa e ir às compras.
- Teremos que ir comprar comida.
- Ser jovem é muito bonito porque fazemos tudo.
- Sair à noite...
- Tem a sua parte chata e divertida.
- É muito chato porque...
- Ser jovem é pintar a casa.
- Sério??
- O quê? Também dá para pintar a casa!
- Tratar dos animais enquanto as mães estão fora.
- Mas isso, até agora...
- Estudar!
- Estudar no 7º, 8º, 9º, 10º, 11º, 12º...
- Universidade!
- Arranjar uma nova vida! Era fixe...
- Ser jovem é difícil porque temos namorados e depois deixamos.
- É muito complicado, temos que estudar...
- Precisamos de telemóveis, tablet, computadores para enviar sms para os rapazes.
- Precisamos comprar pulseiras.
- É ser chique!
- Para arranjar namorados.
- Ser jovem é dar rosas às meninas e conquistá-las.
- Demora muito para nos modificarmos.
- Disto tudo, chego à conclusão que é uma confusão...

Boa juventude!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Nova escola, novos amigos

retirado de https://www.kaplanco.com/ii/bullying

Após ter conhecimento de um caso de bullying na escola nova da sua filha, a escola na qual escolheu depositar a sua confiança quanto à educação da sua filha, uma mãe regressa a casa e conversa com ela:
- Então, como correu o teu dia?
- Bem!
- Estás a gostar da escola?
- Sim.
- Da professora e das auxiliares?
- Sim (a sorrir). Da turma...
- E da turma, dos colegas novos?
- Sim (continuando a sorrir).
- E o que aconteceu de especial hoje? Correu sempre tudo bem?
- Sim. Mas o Diego, quando eu estava no polivalente deitada no banco azul à espera da hora de sair, deu-me pontapés para eu ir embora.
- A sério? E o que fizeste?
- Fui ter com a Marta, a auxiliar, e contei-lhe. Ela disse-me para fazer igual ao Diego e eu fiz, dei-lhe pontapés também.
A mãe para de a secar com a toalha e fica a olhá-la. Depois da situação de que teve conhecimento nessa mesma escola, em que as auxiliares eram também responsáveis por isolar a menina em questão, muita coisa passou pela cabeça da mãe, mas nada disse.
- Mãe, estás triste comigo? Chateada ou...?
- Nada, não sei que diga.
A noite desenrolou-se na normalidade sem tocarem mais no assunto, falando sobre os sucessos e aprendizagens desse dia. Apenas quando chegou a hora de escolher a história para contar, a menina disse:
- Hoje contas uma história da tua voz e o Ruca.
E assim foi, a mãe contou a seguinte história da sua voz:
"Era uma vez um menino chamado Pedro que mudou de escola. Todos os dias respondia à mãe que estava a correr tudo bem, menos com um menino que era mal comportado e que lhe bateu. Quando ele contou à professora, esta disse para lhe responder com a mesma moeda, para lhe fazer o mesmo. A mãe do Pedro sugeriu que da próxima vez respondesse à professora que preferia que o menino mau lhe pedisse desculpa pois bater não é bom e não precisamos de responder da mesma moeda. E assim foi, o menino mau bateu novamente ao Pedro e este foi queixar-se à professora que lhe respondeu o mesmo e ficou tão admirada com a resposta que o Pedro lhe deu que decidiu tentar esta nova estratégia em vez de mandar bater. O menino mau ficou tão envergonhado que até chorou, mais do que se lhe tivessem batido a sério."
Acabando a história, a menina diz "vitória, vitória, acabou-se a história", mas a mãe diz-lhe:
- Sabes o que tenho mesmo muito medo? Que te façam mal. Tu dizes-me se te fizerem mal, ok?
- Mas mãe, como, se tu não estás na escola?

A verdade é que essa mãe sabe que a filha terá que sofrer como ela também sofreu quando era nova, tal como todos os meninos e meninas que cresceram passando o dia fora de casa, na escola, na rua, em ocupação de tempos livres ou outras instituições quando os pais ou avós não conseguiam estar com eles.
Todos crescemos nesse mundo, a selva do salve-se quem puder. Mas nem todos temos as mesmas ferramentas prontas a usar.
Nem todos temos inteligência emocional e saúde mental para conseguir ultrapassar os obstáculos.
A mãe, revoltada e cheia de vontade de não deixar passar em branco a situação de bullying que teve conhecimento, vai dormir sobre o assunto.

Vitória, vitória, acabou-se a história. Pelo menos por agora...

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Os dinossauros


Há muito tempo, os dinossauros andavam por aí, mas houve um dia em que morreram e depois os dinossauros nunca mais andaram por aí. Depois as pessoas já ficaram bem e eu nasci e passei muitos bons dias no Espaço Crescer e fiquei com a melhor família do mundo.

Escrito e desenhado por um menino de 7 anos no âmbito da Atividade de Escrita Criativa nas férias escolares de verão 2017 do Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)