segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Ser jovem é...


Aqui fica a opinião de algumas pessoas que ainda não chegaram a idade em que se chamam de Jovens, sobre o que é ser Jovem, numa conversa tipo "chuva de ideias":

- Oh, é uma seca... Temos que limpar, andar de carro, começar a arranjar trabalho, temos que arranjar tudo!
- É uma coisa que... hum... não sei!
- Vamos ter que ajudar as nossas irmãs mais pequenas e as nossas mães.
- Vamos ter que arrumar a casa e ir às compras.
- Teremos que ir comprar comida.
- Ser jovem é muito bonito porque fazemos tudo.
- Sair à noite...
- Tem a sua parte chata e divertida.
- É muito chato porque...
- Ser jovem é pintar a casa.
- Sério??
- O quê? Também dá para pintar a casa!
- Tratar dos animais enquanto as mães estão fora.
- Mas isso, até agora...
- Estudar!
- Estudar no 7º, 8º, 9º, 10º, 11º, 12º...
- Universidade!
- Arranjar uma nova vida! Era fixe...
- Ser jovem é difícil porque temos namorados e depois deixamos.
- É muito complicado, temos que estudar...
- Precisamos de telemóveis, tablet, computadores para enviar sms para os rapazes.
- Precisamos comprar pulseiras.
- É ser chique!
- Para arranjar namorados.
- Ser jovem é dar rosas às meninas e conquistá-las.
- Demora muito para nos modificarmos.
- Disto tudo, chego à conclusão que é uma confusão...

Boa juventude!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Nova escola, novos amigos

retirado de https://www.kaplanco.com/ii/bullying

Após ter conhecimento de um caso de bullying na escola nova da sua filha, a escola na qual escolheu depositar a sua confiança quanto à educação da sua filha, uma mãe regressa a casa e conversa com ela:
- Então, como correu o teu dia?
- Bem!
- Estás a gostar da escola?
- Sim.
- Da professora e das auxiliares?
- Sim (a sorrir). Da turma...
- E da turma, dos colegas novos?
- Sim (continuando a sorrir).
- E o que aconteceu de especial hoje? Correu sempre tudo bem?
- Sim. Mas o Diego, quando eu estava no polivalente deitada no banco azul à espera da hora de sair, deu-me pontapés para eu ir embora.
- A sério? E o que fizeste?
- Fui ter com a Marta, a auxiliar, e contei-lhe. Ela disse-me para fazer igual ao Diego e eu fiz, dei-lhe pontapés também.
A mãe para de a secar com a toalha e fica a olhá-la. Depois da situação de que teve conhecimento nessa mesma escola, em que as auxiliares eram também responsáveis por isolar a menina em questão, muita coisa passou pela cabeça da mãe, mas nada disse.
- Mãe, estás triste comigo? Chateada ou...?
- Nada, não sei que diga.
A noite desenrolou-se na normalidade sem tocarem mais no assunto, falando sobre os sucessos e aprendizagens desse dia. Apenas quando chegou a hora de escolher a história para contar, a menina disse:
- Hoje contas uma história da tua voz e o Ruca.
E assim foi, a mãe contou a seguinte história da sua voz:
"Era uma vez um menino chamado Pedro que mudou de escola. Todos os dias respondia à mãe que estava a correr tudo bem, menos com um menino que era mal comportado e que lhe bateu. Quando ele contou à professora, esta disse para lhe responder com a mesma moeda, para lhe fazer o mesmo. A mãe do Pedro sugeriu que da próxima vez respondesse à professora que preferia que o menino mau lhe pedisse desculpa pois bater não é bom e não precisamos de responder da mesma moeda. E assim foi, o menino mau bateu novamente ao Pedro e este foi queixar-se à professora que lhe respondeu o mesmo e ficou tão admirada com a resposta que o Pedro lhe deu que decidiu tentar esta nova estratégia em vez de mandar bater. O menino mau ficou tão envergonhado que até chorou, mais do que se lhe tivessem batido a sério."
Acabando a história, a menina diz "vitória, vitória, acabou-se a história", mas a mãe diz-lhe:
- Sabes o que tenho mesmo muito medo? Que te façam mal. Tu dizes-me se te fizerem mal, ok?
- Mas mãe, como, se tu não estás na escola?

A verdade é que essa mãe sabe que a filha terá que sofrer como ela também sofreu quando era nova, tal como todos os meninos e meninas que cresceram passando o dia fora de casa, na escola, na rua, em ocupação de tempos livres ou outras instituições quando os pais ou avós não conseguiam estar com eles.
Todos crescemos nesse mundo, a selva do salve-se quem puder. Mas nem todos temos as mesmas ferramentas prontas a usar.
Nem todos temos inteligência emocional e saúde mental para conseguir ultrapassar os obstáculos.
A mãe, revoltada e cheia de vontade de não deixar passar em branco a situação de bullying que teve conhecimento, vai dormir sobre o assunto.

Vitória, vitória, acabou-se a história. Pelo menos por agora...

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Os dinossauros


Há muito tempo, os dinossauros andavam por aí, mas houve um dia em que morreram e depois os dinossauros nunca mais andaram por aí. Depois as pessoas já ficaram bem e eu nasci e passei muitos bons dias no Espaço Crescer e fiquei com a melhor família do mundo.

Escrito e desenhado por um menino de 7 anos no âmbito da Atividade de Escrita Criativa nas férias escolares de verão 2017 do Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Longo setembro


Começa mais um ano letivo e com ele as correrias, os imprevistos, as novidades, os esforços para mudar para melhor.
Talvez para mim a passagem de ano seja em setembro.... Já que de dezembro para janeiro só muda a data.
Este mês de setembro então...
O Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer entrou num novo ciclo. O melhor ciclo de sempre, desde a sua abertura.
Começamos o ano letivo bem, com os nossos alunos a querer retomar o ritmo de trabalho e a desejar o seu próprio sucesso escolar, o que já é fantástico!
Abrimos nova loja no centro de Ovar, para dar resposta às explicações de ensino Universitário, Secundário e 3º Ciclo que nos têm pedido ao longo dos anos, e também apoio ao 1º, 2º e 3º ciclo. Assim ficamos mais acessíveis a todos, com duas lojas: Arada e Ovar.
Temos também novos professores, para mais disciplinas e com melhores competências e motivações.
Pais confiantes, que sabem o que esperar de nós.
O percurso até aqui foi longo, por vezes solitário, mas sempre consciente de que estamos a fazer o melhor para nós, sem ferir ninguém, com base no que é melhor para os alunos que nos procuram e connosco querem estar.
Somos de confiança e boa companhia para os bons momentos e as épocas críticas também.
Apesar de parecer que caminhamos sozinhos, sabemos que podemos contar com os alunos, os seus pais e educadores, os professores e restantes profissionais e parceiros.
Neste primeiro mês do ano letivo 2017/18, a todos desejamos o mesmo que até aqui: sucesso dentro da felicidade de cada um, sem derrubar a felicidade dos outros.
Obrigado por tudo!
Bom ano letivo!


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O povo Maia


Há muito tempo, há cerca de 600 anos, mais precisamente, existia um povo bastante rico.
Os seus templos eram as suas típicas construções onde também se guardavam artefactos.
O povo Maia era, e é, conhecido pela construção de templos, a quantidade imensa de ouro e uma grande lenda sobre uma cidade de ouro e, a acrescentar, os artifícios aos deuses.
Um povo bastante rico até à sua morte e invasão dos espanhóis, povo árabe e persas, que mataram e roubaram o ouro.

Escrito por um menino de 8 anos no âmbito da atividade de Escrita Criativa nas férias escolares de verão 2017 do Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Férias

Ida ao Geoparque de Arouca nas férias escolares de verão 2015 com o Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

Nas férias vou-me divertir
Sem tropeçar e cair,
Vou para a piscina brincar,
Saltar e pular.

Gosto muito do Espaço Crescer,
E dos passeios que têm organizado
São sempre uma animação,
Com o meu irmão ao lado.

Escrito por uma menina de 10 anos no âmbito da atividade de Escrita Criativa nas férias escolares de verão 2017 do Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O suicídio


Era uma vez uma adolescente chamada Elisa. Tinha os pais drogados e bêbados.
No primeiro dia de aulas do 8º ano, ela foi chamada ao gabinete do diretor da escola para conseguir resolver o assunto dos pais de Elisa.
Quando os pais souberam do que se tinha passado na escola, levou chicotadas de uma corrente que a deixaram a sangrar.
Passado muitos dias, a Elisa pensou em suicidar-se.
Sexta-feira, ela ligou para a polícia e disse que era vítima de violência doméstica. Os pais ouviram, disseram que era mentira e trancaram-na no seu quarto.
No dia seguinte ela fugiu pela janela e foi para um rio da sua terra chamado Cáster e suicidou-se.

Escrito por dois rapazes de 12 e 10 anos de idade no âmbito da atividade de Escrita Criativa nas férias escolares do Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A velha e a trança

Mãe, hoje conta-me uma história da tua voz sobre a princesa...

Era uma vez uma princesa linda que tinha uma longa e bonita trança pois era muito boa para todas as pessoas.
Era uma vez uma velha má que tentava fazer uma bela trança com o seu cabelo, mas não conseguia. O seu cabelo era feio pois era malvada.
Um certo dia, a velha lembrou-se "Aquela princesa, pensa que pode ficar com a sua trança para sempre mas eu é que a terei. Tenho que consegui-la!". Então, decidiu roubar a trança à princesa.
Numa linda tarde, a princesa passeava pelo seu jardim de rosas quando uma velhinha, que lhe parecia simpática, foi ter com ela e lhe disse:
- Que rosas tão lindas, princesa! Como consegue tê-las assim no seu jardim?
A princesa respondeu, humildemente:
- Gosto muito delas, então dedico o meu tempo a regar quando é preciso, a retirar as partes que não devem ficar, e até converso com elas. Penso que para as ter assim basta gostar e cuidar. Porque pergunta? Tem um jardim em que gostaria de ver rosas?
A velha, nada contente com a resposta pois estava cheia de bondade, tentou a sua sorte:
-  Sim. Tenho um jardim mas não tenho tido sorte com as rosas.
- Quer que lhe dê uma? De que cor? Posso arrancá-la pela raiz para que a plante onde pretende. - sugeriu a princesa.
- Oh! Que gentileza! - fingiu a velha - Quero então uma rosa vermelha, como aquelas ali em baixo.
A princesa, feliz ao pensar que o seu jardim de rosas iria agora embelezar também o jardim daquela velhinha, baixou-se para arrancar uma rosa do sítio que lhe foi sugerido. Ao baixar-se, a velha tira a sua tesoura do bolso e dá um valente corte na trança da princesa, que se assusta e cai para a frente, mesmo em cima da roseira.
A velha foge a correr, rindo pelo caminho.
A princesa fica a chorar pela trança, mas não só. Fora enganada.
Ouvindo o seu choro, os guardas do castelo aparecem a correr com as suas lanças e, ao ouvir a explicação da princesa, seguem em perseguição à velha, mas não a conseguem alcançar.
Eles regressam muito tristes e a princesa pede-lhes que estejam atentos, pois pretendia ver a velha outra vez.
A velha, já na sua casinha, tenta, dias a fio, colocar a trança como se fosse do seu próprio cabelo. Depois de muito tentar, lá consegue e decide ir à festa da aldeia junto ao castelo.
Os guardas, sempre a passear pelas ruas à espera de encontrar a velha e a sua trança, também lá estavam.
Perdida na sua própria alegria de ter uma trança nova, a velha dança e mostra aquilo que não é seu sem vergonha de o ter roubado.
Ao verem a linda trança da princesa, que tão bem conheciam, capturam a velha e levam-na até à princesa.
Quando a princesa se aproxima da velha, sentada no chão com vergonha de ter sido apanhada, a princesa diz:
- Estás perdoada quanto ao roubo e quanto ao teres-me enganado. A única pena que irás ter é seres minha criada.
- O quê?! - grita a velha muito espantada.
- Sim. - continua a princesa - Como gostas tanto de tranças e cabelos lindos, irás ser a criada responsável por me penteares e isso farás até que o meu cabelo cresça novamente para que consiga fazer uma trança como a que me cortaste.
- Pentear? Esperar que o cabelo cresça? - continuou a exclamar a velha - Não compreendo porque me queres perto de ti depois do que te fiz.
A princesa senta-se ao seu lado e explica:
- Para termos algo de que nos orgulhamos, temos que trabalhar para isso, mesmo que o trabalho seja simples e demore muito tempo. O teu castigo pelo roubo e pelo engano é aprender a ter paciência, a gostar do que tens e a cuidar disso.

Mãe, outra vez! Agora conta-me a do príncipe!

Bons sonhos!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Novos passos


Novos passos são sinónimo de novas aventuras, com bons sabores mas também dissabores.

Se formos com a consciência de estarmos a fazer o melhor pelo melhor de quem se cruza connosco, penso que o percurso seja mais fácil.
Não fácil, apenas mais fácil.

Este ano surgiu a oportunidade, a qual agradeço a Olhos de Gato Música, de, finalmente, complementar a atividade do Espaço Crescer com atividades artísticas e terapias.
Será numa nova loja, num novo local: Galerias Cáster, em Ovar.

Felizmente, e pelo trabalho de qualidade dos professores que têm colaborado com o Espaço Crescer desde 2012 em explicações, apoio ao estudo, ocupação de tempos livres, férias escolares, terapia da fala, psicologia, orientação vocacionalformação e outras atividades, vários são os pedidos de Ovar.

Então, porque não aproximar-mo-nos da cidade que tanto nos procura?

Melhor ainda quando, nestas mesmas Galerias Cáster, temos como vizinhos Amadeus Instrumentos Musicais, Livraria Doninha Ternurenta e GS Joalharia de Autor, vários cafés e outros estabelecimentos de prestação de serviços, até mesmo supermercado Pingo Doce, paragem de autocarro e, mesmo em frente ao Jardim Cáster e pertinho do Parque Urbano de Ovar.

Fica então o convite para nos vir visitar e usufruir de tudo o que nos envolve!

Bons passos!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Palavras em férias

Desenho feito por uma menina de 10 anos, aluna do Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer

Estando a terminar o ano letivo, no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer os alunos são convidados a deixar em palavras escritas aquilo que sentem sobre as férias de verão que estão mesmo à porta.
Aqui ficam dois dos textos escritos:

Nas férias eu...

Nas férias eu vou à praia
Para me divertir
Com os amigos e colegas
E sempre a curtir!

Nas férias eu vou à piscina
Brincar e nadar
Num parque aquático
Ninguém me pode parar.

Nas férias eu vou relaxar
Dormir e descansar
Para depois
O ano em beleza poder começar!

Escrito por uma menina de 10 anos


As férias

Nas férias de verão eu queria ir a Benidorm que fica em Espanha para, sem tablet, eu ir à praia e ir visitar o miradouro.

Escrito por um menino de 9 anos

Boas férias!

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Palavras e gestos que são solução


"Já experimentaste fazer apenas o que tens agendado?"
E não é que funciona?
Devo dizer que ser irmão mais velho deve ser maravilhoso no que toca a sentido de utilidade.
Se não é, aqui fica a dica para todos os irmãos mais velhos.
Tudo o que fazem e dizem será tido em conta por quem está ao lado, muitas vezes em silêncio e apenas a observar: o irmão mais novo,
Quando crescem e se afastam, as poucas palavras que se trocam são sons preciosos que se ouvem no meio de tanta confusão diária.
São a voz da infância, a voz do conforto, da confiança.

Estava eu a correr, de uma tarefa para outra e, eis que, num telefonema que eu e a minha irmã mais velha tornamos como rotineiro, ouço a sua voz que me sugere apenas fazer o que está agendado.
Ora, eu nem tenho tempo para agendar tudo! Como irei fazer isso?
Pois é... O certo é que simplificar funciona e continuo a fazer tudo e mais ainda. Comecei a ter tempo de não fazer nada.
O mundo não acaba, o trabalho não perde a qualidade (muito pelo contrário).

Por isso, irmã mais velha, obrigado por estares sempre aí! Para mim, tens o teu lugar no meu mundo, sempre!

Bons agendamentos!

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Exames, e agora?


Estando a entrar na reta final do ano letivo 2016/17, muitas são as pressões, para os mais pequeninos, do 2º ano de escolaridade, até aos de ensino universitário.

Já sabe as datas das provas do 1º, 2º e 3º ciclos e secundário?

Então anote:

- 2º ano

Matemática e Estudo do Meio - 21 de junho
Português e Estudo do Meio - 19 de junho

- 5º ano

História e Geografia de Portugal - 8 de junho
Matemática e Ciências da Natureza - 12 de junho

- 8º ano

Ciências Naturais e Físico-Química - 8 de junho
Português - 12 de junho

- 9º ano

Português - 22 de junho
Matemática - 27 de junho

- 11º ano

Filosofia - 19 de junho
Físico-Química A - 21 de junho
Geografia A - 21 de junho
História e Cultura das Artes - 21 de junho
História B - 22 de junho
Latim A - 22 de junho
Matemática Aplicada às Ciências Sociais - 23 de junho
Matemática B - 23 de junho
Alemão - 26 de junho
Biologia e Geologia - 26 de junho
Economia A - 26 de junho
Espanhol - 26 de junho
Francês - 26 de junho
Inglês - 26 de junho
Geometria Descritiva A - 27 de junho
Literatura Portuguesa - 27 de junho

- 12º ano

Português - 19 de junho
Desenho A - 22 de junho
História A - 22 de junho
Matemática A - 23 de junho

Estas são as datas da 1ª Fase.
Na impossibilidade de conseguir com o sucesso desejado em todos os exames, existe sempre a possibilidade da 2ª fase que decorrerá em julho, para o ensino secundário.

Muitas são as dicas para que esta fase corra bem. Aqui ficam as do Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/), aliado ao nosso acompanhamento em explicações e/ou apoio ao estudo:
- ter a certeza das datas para melhor planear o estudo
- verificar todo o material necessário e saber utilizá-lo até ao exame
- praticar relaxamento e controlo de ansiedade
- exercitar muito sobre os conteúdos a estudar
- definir bem os objetivos pretendidos para saber o que fazer para os alcançar
- ser acompanhado devidamente, conforme os objetivos pretendidos

Boa época!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Titia - a página


Neste Dia Mundial do Livro, crio uma página facebook para dedicar apenas ao livro "Titia amanhã não vou vir", da minha autoria, resultado de 6 meses a lecionar numa escola no norte de Moçambique.
Aqui fica o link para que se possam deliciar com os registos fotográficos que irei colocando e alguns excertos do livro para que possam perceber a mais valia pessoal que é integrar uma missão humanitária.
Lanço o desafio para que façam alguma coisa pelo outro apenas porque dá prazer e nos torna mais úteis nesta vida cheia de "não presta",
No final de contas, para além dos que ajudamos, quem sai a ganhar muito somos nós mesmos, porque crescemos por dentro.
Boas aventuras!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Reflexão da manhã


Logo pela manhã, ao ver e ouvir a música dos patinhos, surge uma grande dúvida:
"Mamã, porquê que os patinhos não dormem deitados?"
Hum, talvez porque não têm costas nem braços? O seu corpo é muito diferente do corpo das pessoas e de outros animais que dormem deitados.
Será que a resposta é a certa para uma criança de quase 4 anos?

Boas reflexões!

terça-feira, 11 de abril de 2017

Professora e aluno morrem


As notícias de hoje trouxeram mais uma má notícia sobre a América.
É preciso vir o Uncle Sam para explicar a este povo que a legalização da posse de arma a qualquer cidadão é para loucos, bárbaros e pessoal do século mais que passado?
Então, desta vez foi o ex-marido de uma professora que entrou normalmente na escola onde a dita lecionava, levando consigo a sua arma.
Mais do que eliminar a vida da mulher com quem casou no ano antes, decidiu também fazê-lo ao aluno de 8 anos (se não estou em erro) e ferir outro de 9 anos.
Depois disto acontecer descobrem que já tinha registo criminal preenchido por vários motivos.
Fazer o quê?
Pena de morte! Vamos lá então aplicar a pena de morte a quem faz o que este senhor fez e depois se suicidou.
Ah! Se calhar já não dá... Tal como à maioria dos outros 52 casos de tiroteios em escolas (média por ano) nos grandes EUA.
Ora, vale a pena ser do país mais fixe do mundo que tem a posse de armas legalizada e a pena de morte em alguns estados?
Hum...
Um país que só conhece a sua bandeira ou a de outros nos quais pretendem ir ajudar com as suas armas e resolver o assunto à pancada (perdoem-me a expressão)?
Não sou crente de pombas com ervas na boca, mas também não estou lá muito confortável em viver num mundo cuja fama deste país é de "potência mundial".
Vamos para Marte?
Não...
Vamos educar as nossas crianças a serem pacíficas.
Vamos reprimir a necessidade do ser humano de explodir quando tem de explodir, exteriorizar maus sentimentos quando tem de o fazer?
Não.
Vamos continuar a dar medicação para manter tudo controladinho e deixá-los chegar a adultos com a utopia de que tudo controlam com simples comprimidos e o mundo é um mar de rosas?
Não.
Vamos é ter consciência de todos os nossos actos, por mais simples que eles sejam, sem tapar o sol com a peneira e não deixar a responsabilidade de maus comportamentos apenas para os meninos mal comportados, ok?

Boas explosões!


sábado, 8 de abril de 2017

E se eu fosse uma Fada Madrinha?


As férias escolares da Páscoa 2017 no Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/2017/03/14/ferias-escolares-da-pascoa-2017/) já começaram e foi em grande!

Na atividade de Escrita Criativa, dinamizada pela professora Liliana, muitos foram os textos mas um deles destacou-se em muito pela positiva e a sua autora deixou-nos publicá-lo. Obrigado, Laura!

Aqui fica:

Era uma tarde de verão e a Luísa tinha ido para a casa do avô.
- Avô? Já imaginas-te ser uma Fada Madrinha? - perguntou a Luísa.
- Bela pergunta Luísa. E se eu fosse? - respondeu o avô entusiasmado.
- Já sei, já sei! Se eu fosse uma Fada madrinha, eu voava pelos campos, voava pelos mares e conhecia o mundo inteiro! E também dava doces às crianças! - divagava a Luísa.
- Luísa, já pensaste se também poderias oferecer sonhos às crianças?
- O quê? Aqueles sonhos de comer?
- Ah! Ah! Não, Luísa, os sonhos de sonhar! Tu poderias ter uma fábrica mágica de construir sonhos. E à noite poderias oferecer às crianças que se portassem bem! - disse o avô.
- Boa ideia, avô! - concordou a Luísa.
- Pensa mais Luísa!
- Eu, eu,… não sei! Não sei o que posso dizer!
De repente entra a avó    
- Boa tarde! De que estão a falar?
- Estamos a pensar…”E se fossemos uma Fada Madrinha…”- respondeu a Luísa.
- Hum, deixa-me pensar….Tenho uma ideia: Se eu fosse uma Fada Madrinha, entrava naqueles contos de encantar! Com dragões, princesas, bruxas, torres, enfim, em todas as histórias em que existe quase sempre uns pozinhos mágicos! - sugeriu a avó.
- Mas avó, esses contos só existem nos livros! Não percebes nada! - exclamou a Luísa.
- Nada disso Luísa. Em cada livro existe uma porta mágica! Essa porta dá acesso a tudo!!... Mas para entrares nele, tens que viajar ao longo de cada página. Só assim poderás entrar. - explicou a idosa e sábia avó.
- É verdade Luísa. - confirmou o avô.
- Ah! Lembrei-me de mais… Eu poderia ter umas lindas asas e cintilantes!
- Claro! - exclamou a avó.
- Então teria as melhores asas do mundo das Fadas….
- Luísa, o que importa é o que está dentro dos nossos corações e não a aparência! - interrompeu o avô.
- Vá, vou fazer biscoitos! - comunicou a avó.
- Avô? Onde vivem as Fadas?
- As Fadas vivem onde queiras que elas vivam… ou seja, é só imaginares. Algumas vivem em bosques sombrios, outras em casas bem pequeninas, etc, etc…
- Eu viveria num palácio bem grande! - gritou a Luísa - Mas avô, também existem fadas boas e fadas más, certo?
- Sim, Luísa!
- OK. Então, eu seria uma Fada do Bem. Ajudaria os pobres e construiria o mundo de chocolate. Tudo seria feito de chocolate!
- Que disparate Luísa! - Retorquiu o avô.
De repente, ouve-se a campainha e Luísa tem que se ir embora. 

05/04/2017
Laura Valgôde

Boas férias!

terça-feira, 4 de abril de 2017

Chamem-me louca!


No outro dia, a caminho da escolinha dos meus filhos, logo pela manhã, a primeira frase que dirigi a alguém que não mora comigo foi "Aí não é o caixote do lixo!".
Cansada de ver objetos, coisas, a voar pelas janelas dos carros, nessa manhã, como a estrada até é calma e vi com algum tempo de antecedência, deu tempo para parar o meu carro ao lado do carro que estava parado mesmo a meio de uma via, sem qualquer estacionamento.
Apenas parei e, sem escolha nem critério, lancei a frase para o meu recetor de mensagem que o confirmou com um "Obrigado!" muito educado.
Era uma senhora, muito bem parecida e educada, aparentemente, não fosse o facto de deitar lixo pela janela.
Tenho pensado nisso nestes dias (sim, penso nestas coisas...).
Perguntei-me como é que, em pleno século vinte e um, ainda há gente que tem estes gestos simples de pura falta de civismo.
Agora que escrevo, tenho outra visão...
Ao lembrar-me da senhora e do lixo que deitou pela janela, vejo uma senhora bastante triste e que o lixo era um lenço de papel.
Fui eu colocar mais lenha na fogueira daquela senhora?
Terei eu dado mais um motivo para que o dia dela estivesse a ser mau? Dia ou até mesmo fase...
Poderá ela ter parado o carro ali para chorar, num sítio onde mais ninguém visse e, ao acalmar-se, ter lançado o lenço para fora da janela como um ato físico de se libertar do que tinha?
Pois é...
Chamem-lhe o que quiserem.
Não gosto de lixo no chão, mas o lenço de papel até é biodegradável...
Mas, pronto... Valeu a pena, nem que seja porque depois tive que explicar à minha filha porque é que falei com a senhora que não conheciamos e que tinha o carro parado.

"Mãe, não se fala com estranhos..."

Boas loucuras!

terça-feira, 7 de março de 2017

O meu avô


Mais um desafio lançado pela editora Edições Vieira da Silva e mais uma vez aceite por mim.
Aqui fica mais uma sugestão de leitura, dedicada ao Natal e toda a magia que ele traz consigo,
É uma colectânea rica em histórias e poemas.

A minha história, pessoalmente, conta sentimentos reais que vivi e que choro cada vez que os revivo.

Boas leituras!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Vitamina N - A Solução para as nossas crianças


Há quem pense nisto.
Há quem imagine como seria se conseguisse praticar.
Há quem ache mal pois as crianças são... coitadinhas.
Há quem não concorde pois "Eu não tive nada, quero dar tudo o que não tive."
Há quem pratique naturalmente.
Há quem pratique com esforço.

No final todos colhemos os frutos do que plantamos.

Estamos a plantar adultos ativos, sociáveis, mental e emocionalmente capazes?

Sim. A nossa responsabilidade de adultos é criar os adultos de amanhã.
Quer queira quer não queira, a responsabilidade é nossa e não dos adultos de amanhã que são as crianças de hoje.

O que mais me custa hoje em dia é ouvir adultos e dizer "Porquê que ela é assim? Tinha que me calhar assim uma filha? Que cruz a minha..."
Pois... Não calhou assim uma filha... Fomos nós que, em algum momento, a criámos assim.
Quando digo "nós" não me refiro à mãe ou ao pai apenas. Falo de todos os adultos com os quais a criança convive, nem que seja uma hora por semana, só em aniversários ou Natal.

Somos humanos e o nosso objetivo de vida é sobreviver e somos a espécie especialista nisso utilizando o raciocínio lógico.

Se o tio me dá o que eu quero, mesmo depois dos meus pais me meterem de castigo porque fiz asneira, de alguma forma consigo alcançar o que quero, SEMPRE. Se não o conseguir, eles é que estão mal.

Boas vitaminas!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Porquê que todos os pais deveriam conhecer a Lãzinha?


Este título quase daria para um tema de uma Mixórdia de temáticas da Rádio Comercial!

Eu, muito felizmente, tenho o prazer de encontrar a Lãzinha praticamente todas as noites na minha sala.
E, quase todas as noites, sou lembrada por este personagem como é importante dar um abraço.

Mas, relembrando a questão inicial: Porquê que todos os pais deveriam conhecer a Lãzinha?

Porque esta pequena ovelha de peluche, da série de bonecos animados "Doutora dos Brinquedos", tem sempre uma abraço disponível para quem mais precisa.
Quando algum outro brinquedo procura a Doutora, a Lãzinha tenta resolver os problemas com abraços. A maioria das vezes resulta.
Não pelo abraço em si apenas, mas pela intenção de que tudo correrá pelo melhor e pela transmissão de pensamentos positivos e boas energias.

Claro está que, nesta fase, já deve estar a pensar "Nem tudo se resolve com beijos e abraços!". Já experimentou mesmo? É um exercício engraçado!
Mal não faz, porque não tentar?
O máximo que pode acontecer é nada. Quando estamos no meio de uma acesa discussão, é um bom desbloqueador de conversa.

Todos os pais deveriam conhecê-la por vários pontos de vista:

Pelo lado dos próprios pais, que chegam a casa cansados e só querem tomar aquele banho e vestir o pijama para, finalmente, sentar-se no sofá e ver um qualquer programa ou mexer no telemóvel sem destino e propósito.
Estes objetivos, quase todas as noites, não são possíveis de ser alcançados. Daí vem a frustração e uma vontade enorme de gritar com todos os que se colocam no nosso caminho. Normalmente são os filhos que ficam com este papel.
É uma forma fria de ver as coisas? É, mas é necessário ser realista para que se possa eliminar a fonte do problema ou, pura e simplesmente, resolvê-la para deixar de ser problema. Se a Lãzinha aparecesse nestas noites, o seu abraço resolveria tudo.

Pelo lado dos filhos que, no final do dia, só querem mesmo a atenção dos pais e, por isso, chamam a atenção de qualquer forma. Se a Lãzinha chegasse, um abraço resolveria esta necessidade de afeto.

Querem que continue os pontos de vista?

Em vez disso, deixo aqui uma pequena ilustração da distribuidora de abraços que tudo resolvem, para que se lembrem de abraçar alguém agora e resolver mais um problema.

Bons abraços!


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O Ziki já está nas nossas salas!


Já traduzido para português, o Ziki já chegou às salas dos Jardins de Infância das crianças de 5 anos, de norte a sul do país.
O Programa Amigos do Ziki, de promoção para a saúde mental e emocional, já tem bons resultados nas várias salas.
Disso são testemunho algumas fotografias disponibilizadas no site:

Ver Galeria


E também algumas frases ditas e escritas pelas Educadoras que o aplicam nas suas salas:

Ver frases


Para saber mais sobre o programa, que começa agora a trabalhar o ano letivo 2017/2018, onde qualquer escola se pode integrar, basta visitar o nosso site:

amigosdoziki.pt

Ou contactar-nos através de:

Contacto


Aqui fica o convite, pois eu já embarquei nesta aventura de uma nova geração de literacia emocional.

Bons Amigos do Ziki!


domingo, 29 de janeiro de 2017

Carta ao Pai Natal


Este ano decidi partilhar as cartas ao Pai Natal de alguns dos alunos do Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/) no final do mês de janeiro pois nesta altura já ninguém se lembra do que foi pedido ou do que pediu. Pode ser que, pelo menos os pedidos não materiais, ainda se possam dar a quem pediu.
Aqui ficam:

Pai Natal, este ano gostaria de receber uma nave da Lego, porque me portei bem e porque fiz sempre os meus trabalhos de casa e tive boas notas.
Escrito por menino de 7 anos


Eu quero uma boneca.
Escrito por menina de 5 anos


Eu quero um carro de bonecas.
Escrito por menina de 5 anos


Eu quero receber uma bateria, porque me portei muito bem e tive boas notas a inglês.
Escrito por menino de 8 anos

                                                          
Letter to father Christmas:
Dear Santa Claus ,
This year I want some football boots and I want to have a PS4 Pro.
Escrito por rapaz de 13 anos


Quero uma Play Station 4 Pro.
Desejo amor, felicidade, carinho.
Quero uma mesa de bilhar.
Anónimo

Este ano desejo felicidade, amor e paz. Desejo que não exista guerra nem racismo, neste Natal gostava que todos fossem felizes e que as crianças mais pobres podessem ter um Natal como o meu, passado em família, com comida e com presentes.
Anónimo

Pai Natal, este ano quero prendinhas gostosas, quero felicidade, carinho e conviver com a família.
Quero também que os meus pais tenham esse espirito.
Quero também um PC Gamer  J
Escrito por rapaz de 12 anos

Querido Pai Natal, eu quero dois pares de chuteiras de bota e uma bola.
E este ano não quero estar doente.
Escrito por um rapaz de 12 anos



Olá, Pai Natal tudo bem? Espero que sim.
Eu neste Natal desejo paz; amor e harmonia no mundo! Bjs
Escrito por uma rapariga de 11 anos

Neste Natal eu queria que o Pai Natal me desse um telemóvel, ou até mesmo dinheiro que assim comprava ao meu gosto.
Também gostava de receber roupa.
O que eu queria mesmo muito era um Hoverboand só que elas são muito caras.
Escrito por uma rapariga de 14 anos

Pai Natal é inteligente.
Eu quero um carro de bonecas.
Escrito por uma menina de 7 anos


Quero, paz, amor, carinho, amizade.
Quero uma BMX, um avião e um carro, porque portei-me muito bem na escola e no ATL e quero desejar um Feliz Natal.
Escrito por menino de 8 anos


Gabriela e Anónima
Olá, meninas vocês são as melhores amigas que alguém pode ter.
Desejo-vos um Feliz Natal e um Bom Ano Novo.
Gabriela, eu adoro-te do fundo do coração, há algum tempo que nos conhecemos e tu surpreendeste-me. Obrigado! Adoro-te muito.
 Juntas para sempre
Anónima, eu conheço-te também há algum tempo e adorei-te logo. Achei que fosses minha melhor amiga, mas ninguém tem uma melhor amiga. Por seres quem és amiga, teimosa, carinhosa, refilona, fofinha. Amiga, adoro-te muito mesmo.
Bjs. :-P
Vocês juntas são as minhas melhores amigas
Juntas por tudo e por todos
Escrito por uma menina de 11 anos

                                          
Salto alto da Luna.
Salto alto da Violetta.
Unhas de Gel da Luna.
Unhas de Gel da Violetta.
Patins da Luna
Carteira de Smile.
Carteira da Violettta.

Escrito por menina de 8 anos 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Estados físicos da água


Esta manhã, por onde passei, encontrei vários exemplos práticos da mudança de estado físico da água.
Ia-me lembrando dos nossos alunos de 5º ano, pois ao irem a caminho da escola poderiam lembrar-se dos conteúdos de Ciências Naturais, tendo aqui uma boa explicação e visualização das mudanças de estado.
Já eram quase 10h e tudo o que ainda estava à sombra estava coberto de gelo. As partes que eram atingidas com os primeiros raios de sol ou evaporavam, vendo-se mesmo este fenómeno acontecer, ou liquidificavam, vendo-se grandes gotas a pingar das árvores, arbustros, carros, muros e telhados.

Assim é o inverno por aqui.

Boas mudanças de estado!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Iniciação à Língua Gestual Portuguesa

Já pensou nas competências que são desenvolvidas quando aprendemos uma nova língua?
E se for a nossa própria língua mas por gestos?
Basta perguntar aos alunos do Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/) o que sentem nesses momentos, pois são vários e sempre lembrados nas nossas férias escolares.
Aqui ficam alguns vídeos do resultado final destas férias de Natal (2016).













Boas comunicações!


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Desejos de Natal 2016


Este ano a ideia da árvore dos desejos de Natal foi da Professora Liliana Silva, responsável pelo 1º ciclo do Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer (https://espacocrescer2012.wordpress.com/).
Aqui ficam os desejos que surgiram em cada um dos corações da nossa árvore:

amor      presentes          família                divertimento        vida         felicidade           amizade       união     carinho         paz           amor           lembranças         alegria        paixão         amor       muita amizade          paz       amor          harmonia         Cristo       amigos

Estes foram os pedidos de meninos e meninas dos 5 aos 15 anos de idade. Alguns estão repetidos pois mais do que um pediu o mesmo.

Boas realizações de desejos!  

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Vamos apagar a lua?


- Oh pai, que luz grande é aquela? - perguntou a Clara quando estavam a entrar em casa depois do pai a ter ido buscar à piscina.
- É a lua. Hoje está cheia! - respondeu o pai, com admiração.
- A lua?! E porquê que está ali sozinha?
- Sozinha? Não está sozinha! Já reparaste nas luzinhas pequenas que preenchem o céu? Hoje não se vê bem porque a lua está muito luminosa. São estrelas e estão sempre no céu também.
A menina tentou encontrar alguma luzinha olhando para a escuridão do céu que conseguia escapar à luz forte da lua.
- Está ali uma! Tão pequenina! - gritou a Clara.
- Boa! Conseguiste encontrar uma. Vamos para casa que está frio! Depois do jantar mostro-te todas as estrelas e constelações que conheço.
- Constelações!? - admirou-se a menina.
- Sim, depois explico tudo.
Depois do banho, do jantar e de arrumar tudo, finalmente o pai e a Clara conseguiram chegar ao quarto onde o pai já tinha colocado o livro que tinha escrito "O Universo". Clara foi a correr até à sua cama e agarrou naquele livro enorme e com a capa escura e perguntou entusiasmada:
- Podes começar, pai?
- Então vamos lá!
O pai abriu o livro e mostrou todas as estrelas e constelações que apareciam, dizendo os seus nomes: Estrela Polar, Ursa Maior, Ursa Menor, Estrela Cadente, Orion, Três Marias e muitas outras... Clara ficou surpreendida pelo nome esquisito que arranjaram para um grupo de estrelas com uma certa forma: constelação. Finalmente percebeu o que era.
O pai reparou que os olhos de Clara estavam a ficar cansados, fechou o livro, aconchegou-a e Clara adormeceu.
Clara adormeceu a pensar na lua e no grande poder que tinha de iluminar o céu e fazer desaparecer todas aquelas estrelas que lá estavam. Começou a imaginar o que poderia fazer para ajudar as estrelas a aparecerem...
Estava quase a conseguir ter uma ideia quande sente uma mãozinha leve a tocar-lhe no ombro. Olhou para trás assustada e rapidamente se acalmou quando viu um pirilampo lindo, com um chapéu azul bicudo e uma mochila às costas. Clara riu-se e o pirilampo perguntou-lhe, chateado:
- De que te estás a rir? Sou assim tão feio?
- Feio não! Acho-te muito engraçado! Só não percebo o que fazes com esse chapéu e essa mochila...
- O chapéu é para me aconchegar a cabeça nas noites frias em que vou com a minha mochila apagar a lua para poder ver as estrelas. - respondeu determinado o pirilampo.
- Apagar a lua?! - exclamou a Clara - Isso era o que eu estava a pensar fazer! Também quero ver as estrelas que estão escondidas.
- Era isso que te vinha explicar. Só temos que ir à lua, amarrar o fio que tenho na mochila, prender a argola e já está! - afirmou prontamente o pirilampo.
- Só isso? - surpreendeu-se Clara - Posso ir contigo?
- Claro! Vamos!
Clara agarrou-se às pernas do pirilampo e lá foram a voar em direção à lua.
Chegaram lá e o pirilampo deixou a Clara sentada na lua, amarrou a corda à lua por uma ponta e na outra colocou a argola. A Clara viu que já estava pronto e pediu para ser ela a apagar.
Com a sua mão trémula por estar tão perto da lua, puxou a argola e a luz apagou-se. Esperaram uns segundos sentando-se na lua, agora apagada, e começaram a ver as estrelas a aparecer.
Clara ensinou ao pirilampo o nome das estrelas e constelações de que se lembrava:
- Aquelas estrelas que juntas formam uma frigideira são da constelação Ursa Maior. Ali estão as Três Marias...
O pirilampo olhou muito entusiasmado e ficou a conhecer as companheiras da lua que ficam escondidas atrás da sua luz.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Dar frutos

Origem: Limoeiro da horta do Centro Educativo e de Formação Espaço Crescer

Vale a pena esperar muito e ir fazendo sacrifícios?
Sim, vale.
Vale pois o que colhemos, se tentarmos fazê-lo sempre bem e da melhor forma, vem doce.
Estes limões foram colhidos este mês do limoeiro da nossa horta. Este limoeiro foi plantado nos finais do ano 2012. Tem o mesmo tempo que o próprio Espaço Crescer.
Já levou bastantes pontapés quando era pequenino.
Quando cresceu mais um pouco, começou a levar também boladas.
Alguns dos limões que aqui não estão, foram lançados para os vizinhos, contrariando todas as regras da boa educação. Os autores desta (e de outras) proeza levaram a respetiva reprimenda e estes limões safaram-se desse destino. Mas, afinal, não é na infância e na adolescência que se fazem este tipo de asneiras para se poder crescer?
A árvore lá continua, com mais bicho ou menos bicho, pois nenhum de nós é especialista em horticultura. Fazemos apenas o que sabemos e da melhor forma.
A vida pode ser vista assim?
Penso que sim...
Espero apenas que haja mais limões e que o limoeiro continue a crescer pois o objetivo final é também dar sombra e, essa, ainda está pequena, apesar de nestas férias de verão já ter albergado algumas crianças mais encaloradas depois de uns bons mergulhos na piscina que fica mesmo ao lado, ou depois de muitos saltos no trampolim que também faz sempre a bendita companhia.

Cada peça que retiro desta horta, cada sorriso que levo para casa comigo, guardo bem no fundo do meu coração, pois são estes detalhes que quero que façam de mim a pessoa que sou.

Boas colheitas!




quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Novo Ano, porquê nova fase?

Sim, foi um título que eu própria dei ao nosso email de Boas Festas deste ano, mas... porquê?
Em algum momento da minha pequena história, decidi que o início de um novo ano é também como uma nova oportunidade para tudo.
Nos meios de comunicação fala-se em fazer o balanço do ano e tentar fazer mudanças para que melhore o que correu menos mal.
Concordo plenamente!
Quer dizer... Em parte...
Mudar o que correu menos mal como, se por vezes não depende dos nossos projetos nem vontades?
Não mudar o que está bem, porquê se pelo meio me apercebi que consigo estar melhor ainda se alterar alguns detalhes?
Enfim...
Chamo nova fase simplesmente porque é um bom pretexto para pararmos um pouco e refletirmos sobre tudo e sobre nada.
Nem que seja para parar apenas!
Faz mal?
Claro que não! Quem o disser está redondamente enganado e agora deixo a minha humildade de lado. Está redondamente enganado e eu é que sei!!
Já a minha irmã diz: "Se não podes, fecha!". Nem ela sabe o profundo que esta exclamação pode ser para mim, que penso sobre tudo isto e mais um par de botas, ou dois...
Quando refere "se não podes" será se me sinto menos bem com determinada situação. E "fecha" é mesmo sinónimo de PARAR, para ver melhor tudo, para encontrar um melhor caminho. Se com esta decisão causar um pouco de transtorno a alguém, as pessoas têm que perceber, pois todos temos a nossa fase de mudança e melhoria de vida. Pelo menos deveriamos ter...
Então, nesta nova fase, neste novo ano, desejamos a todos que sejam aquilo que são na realidade, sem medo de o ser, sem medo do que os outros poderão pensar apenas porque não estão preparados para mudar.
São eles que vivem como estacas presos ao convencional.
Se nós respeitamos isso, no mínimo temos o direito que respeitem a nossa diferença e vontade de fazer mais e melhor. Deixando apenas marcas positivas, ou seja, sem fazer mal a ninguém e, de preferência, sorrindo sempre e ajudando sempre o próximo para o bem geral.
É possível sermos nós próprios e vivermos em conjunto marcando positivamente. É preciso é que todos respeitemos o espaço de todos e compreendamos sempre que as decisões que cada um toma são pelo bem de si próprio em primeiro lugar e não há mal nenhum nisso.

Boa nova fase!