quarta-feira, 30 de maio de 2012

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Olhos que não vêem, coração que não sente

Parece um chavão muito conhecido e até vulgar, mas são várias as vezes que vejo pertinência em dizê-lo.
Quando falamos em segurança na Internet pensamos logo no que as crianças e jovens estão expostos, nos perigos que correm com os predadores sexuais e outros tantos habitantes do mundo virtual.
Mas, esquecemos aqueles que passam também algumas horas do dia, mesmo que sejam minutos, a partilhar informação na rede social mais badalada dos últimos tempos, o facebook. Podem ser mais idosos, solteiros, viúvos ou divorciados, a viver sozinhos ou com companhia que não é verdadeira companhia, desempregados, ou seja, com um perfil muito vasto.
Não considero o facebook como um monstro, como algo criado para nos tirar a privacidade e etc..., até porque tudo o que lá aparece exposto, é o próprio utilizador que escolhe colocar em público.
Quando a utilização se baseia dentro da privacidade de amigos de confiança, em locais mais privados que se podem utilizar também nesta ferramenta, o perigo não é muito. É até considerada uma ferramenta de publicidade muito forte, com o qual concordo plenamente. É também um espaço de partilha e encontro com pessoas que nos são queridas mas que estão afastadas geograficamente, com o qual também concordo.
O dificil é convencer os mais graudos que a privacidade escrita em público deixa de ser privacidade e que, quem realmente anda atento a isto e está interessado em encontrar a oportunidade certa para fazer o seu golpe perfeito perde tempo à procura dele.
Isto dito desta forma parece um drama, um filme cheio de criatividade, e o mais chato ainda é que ouvimos "Isso é a tua opinião, eu sei o que faço.", "O que eu coloquei não tem importância nenhuma e podia ser colocado em público". Enfim, só acontece aos outros e nós não sabemos em que moldes acontece, quais foram os factores que levaram a que acontecesse.
Segurança na Internet passa por isso, ter humildade suficiente e até algum receio de colocar qualquer tipo de informação, não ganhar confiança a mais mesmo que utilizemos o mesmo espaço virtual todos os dias, mesmo que os habitantes desta comunidade sejam todos da nossa confiança.
Conclusão, ter respeito pela rede e pelas suas reais potencialidades e pelos seus utilizadores, esses que não se expõem mas que existem apenas com uma intenção, fazer o mal.
Se o há no dia a dia, sem estarem escondidos por trás de um computador, o que nos leva a crer e até ter tanta certeza que não existem nas redes sociais?
Para terminar esta reflexão, e como comparação mais palpável do tipo de crime a que estamos sujeitos, relembro as burlas que batem à porta dos mais idosos.
Uma senhora mais idosa vive sozinha, raramente sai ou convive com alguém. Mesmo sem exposição, alguém (que aqui chamaremos de intruso) percebe que ela vive sozinha e o tipo de vida que leva. Nunca ninguém viu o intruso a espreitar para a casa dela, a persegui-la ou à sua espera em frente a casa. Até que um dia ele aparece, muito bem vestido e acompanhado por uma senhora, dizendo à idosa que são conhecidos do seu filho que está na Alemanha a trabalhar. A idosa estranha, pois o seu filho não avisou nada, mas com medo continua a conversar com o intruso e a sua suposta esposa, pois estes simpáticamente já entraram em sua casa. O intruso continua a conversa, a idosa apercebe-se que ele está a avaliar toda a sua casa, até que ele se despede. Por sorte, a idosa não tem em casa nada que lhe chame a atenção. O intruso desaparece assim como apareceu e nunca mais foi visto por ela. A idosa telefona ao seu filho que está realmente na Alemanha e pergunta se o conhecia, ao que ele nega.
A idosa fica confusa, tal como eu fiquei ao ouvir esta história na primeira pessoa. Como é que aquele senhor sabia o nome dela, sabia que o filho estava na Alemanha e qual o seu nome, e mais algumas informações familiares? Ninguém sabe...
Por isso, uma pequeníssima informação que para nós parece banal e nada significante, pode ser mais uma peça do puzzle de alguém que já conhece os nossos hábitos, que identificou a nossa fotografia, o local de residência, as nossas rotinas, etc.
O mais engraçado é que, quando falamos em segurança na Internet associamos às crianças e jovens, esses que muitas vezes põem nomes falsos ou alcunhas, e colocam os dados pessoais não reais.
Precisamos lembrar que eles já nasceram na era digital, eles são os chamados "nativos digitais". Quem entrou nas tecnologias está a aprender a andar onde eles voam!
Há muita informação sobre isto na Internet, muitos estudos feitos e tornados públicos.
Boas leituras!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Futuro da educação de adultos


Depois de alguns anos, voltamos a conhecer o resultado das avaliações feitas às várias modalidades de educação de adultos, RVCC, EFA, CNO e ensino recorrente, disponível nos artigos em http://www.forma-te.com/index.php.
Do que li muito rapidamente, a maior alteração, mais uma vez, será na mudança dos nomes... Mas será que se mudam conteúdos e formas?
Sei que o esforço é enorme para conseguir levar a bom porto a educação de adultos, mas o caminho que está a percorrer não tem trazido grande confiança à população em geral que, no final de contas, deveria ser a que tem mais voto na matéria.
Boas leituras!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Tea time


Para o dia da Mãe com os alunos do 1º ano de AEC de Inglês, optei por fazermos uma "visita" cultural.
Contemplada no currículo, a hora do chá e o hábito dos ingleses de beber chá foi motivo para criarmos uma chávena de chá para as mães.
A chávena que está na fotografia foi apenas o exemplo e os alunos deram asas à sua imaginação, pintando e desenhando como acharam que as mães iriam gostar mais.
Inicialmente assustaram-se pois mostrei a chávena já construída. Mas depois de começarem a cortar os moldes e a colar, perceberam que era fácil e rapidamente se envolveram na atividade.
Para a fazer basta fazer os moldes em cartão, cortar rolos de papel de cozinha ou de papel higiénico e começar a criar.
Eles gostaram especialmente do aproveitamento do material, aspeto que me surpreendeu muito.
Boas criações!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Permutas de professores

A Internet tem cantos e recantos escondidos que por vezes nos surpreendem!
Já há muito que me tenho perguntado qual seria a lógica de colocar professores de Lisboa em Faro, professores do Porto em Lisboa e professores de Faro no Porto.
Pode ser pela graduação, pela ordem de colocação e outros tantos fatores que condicionam as colocações.
O que é certo é que há sempre um número elevado de descontentes quanto ao local da colocação.
Neste mundo virtual que é a Internet, alguém se lembrou de criar um espaço de encontro para estes descontentamentos e assim criar a oportunidade dos professores trocarem informações e interesses em trocar de lugar com outro colega.
Tal como é referido no site deste espaço, http://www.permutasdeprofessores.com/?area=home, esta iniciativa não é do governo, devendo os interessados já em fase de concretizar a permuta, contactar a entidade responsável por essa legislação.
Espero que esta informação sirva para que alguém encontre o local ideal para si, mesmo sendo este o penúltimo mês de aulas deste ano letivo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mais inclusão


Hoje fiquei a conhecer mais uma iniciativa que considero pertinente e, se bem encaminhada, eficaz: PIEF, Programa Integrado de Educação e Formação.
Está explicado mais detalhadamente neste link http://www.peti.gov.pt/peeti_menu.asp?menuID=7.

Resume-se a mais uma tentativa de inclusão de minorias da nossa sociedade.

Nesta época de suposta crise, que lugar têm estas pessoas? Serão estas iniciativas uma ilusão, um crescer de esperança falso?

Já fico contente porque um dos blogues relacionados, http://olhopief.blogspot.pt/, tem um último post de Dezembro de 2011, ou seja, não é um daqueles locais virtuais que nada apresentam sem ser uma série de ideias e projetos ainda não concretizados.
Analisando este sitios online, não deixa de me surpreender o extenso número de programas, projetos e/ou iniciativas e afins, como queiram chamar, todas para o mesmo fim.
Será que cruzam informação?

São vários os pontos de interrogação que surgem quando pensamos em inclusão, de quem e para quem, onde e como, com que meios e recursos...

E o que é a educação, para além da tentativa incansável de incluir todos na sociedade ativa? Pensar, refletir e agir, mal ou bem...

Entretanto, reparei também que a iniciativa tem por trás o Ministério da Solidariedade Social e da Segurança Social. E o Ministério da Educação? Será que conversaram antes de lançar este programa?

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O preço da clandestinidade

Pode ser um tema controverso, mas penso que deveria ser falado com maior clareza e abertura, livre de medos e receios de ambientes menos harmoniosos.
A Segurança Social "anda atrás" dos casos ilegais, e por isso mesmo todas as regras de estabelecimentos relacionados com esta entidade são mais rígidas, chegando até a ser ridículas para aqueles que realmente querem abrir um estabelecimento educativo e social e prestar um serviço digno e legal.
No artigo do Mensário "Solidariedade", disponível em http://www.solidariedade.pt/sartigo/index.php?x=4910, podemos ler sobre o tema, mais especificamente, sobre os lares de idosos.
É certo que nem tudo funciona bem nessas inspeções, alguns são filhos e outros enteados...
Mas costumo dizer "Por causa de uns, pagamos todos!"

quarta-feira, 2 de maio de 2012

25 de Abril adaptado

Para que a história não se perca e para que seja transmitida de uma forma mais acessível a todos os públicos, incluindo os mais novos, eis que surge a ideia do e-book.
Para folhear virtualmente este livro, basta clicar no seguinte link:
http://e-livros.clube-de-leituras.pt/elivro.php?id=otesouro
Neste mesmo site estão disponíveis diversos livros muito interessantes que podem ser lidos e vistos no pequeno ecrã, para aqueles que já não acham muita piada o papel com letras e imagens estáticas.
Boas leituras!